miércoles, 19 de octubre de 2011

Los workshops del EIMA 8

El EIMA 8 esta en marcha y esta tarde en las salas de aulas de las Escuelas de Economía y de Administración de la Fundação Getulio Vargas en São Paulo los 4 workshops desarrollados dentro de los ejes temáticos:

Economía verde,

















Economía baja en carbono
En la sala noble de la Fundação Getulio Vargas tenemos en este momento la realización del workshop de Economía baja en carbono, contamos con varios profesionales de diferentes áreas hablando sobre sus practicas y experiencia dentro del tema. Koldobike Uriarte, Directora de Coordinación de la Lehendakaritza, juntamente con Fernando Barrenechea Elorrieta, nos presenta las iniciativas del Gobierno Vasco.

Energía,


Eficiencia y ahorro energético
Diana López García, Responsable Técnico del Departamento de Relaciones Institucionales del Instituto para la Diversificación y el Ahorro Energéticos (IDAE) del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio nos habla sobre las medidas aplicadas en España para lograr un porcentaje mayor en ahorro energético, como por ejemplo, regular la temperatura del aire acondicionado en edificios públicos e varios privados de uso público.
 
Agua,

















Saneamiento básico
Adriano García-Loygorri, Coordinador del Fondo de Agua y Saneamiento de la Agencia Española de Cooperación Internacional al Desarrollo (AECID) explica a los participantes el papel de la Agencia Española de Cooperación con la creación y los proyectos del Fondo de Cooperación de Agua e Saneamiento y como planifica y coordina los proyectos aplicados en los países menos desarrollados.

Ciudades,

















El nuevo paradigma de movilidad
El workshop que esta siendo moderado por Antonio Lucio, consultor independiente y líder del Área de Medio Ambiente de la Candidatura Olímpica de "Madrid 2012", expone que esta mesa se destaca por la presencia de la sencibilidad ciudadana, muy concientizada, muy bien informada, con muchos datos y manejando las buenas prácticas internacionales. "No se podrá adaptar sin una interlocución y diálogo inteligente entre las autoridades y ciudadania", palabras de conclusión de Antonio Lucio.




EIMA 8 habla de "AGUA"




Empezamos el tercero y ultimo penúltimo día del EIMA 8 - Encuentro Iberoamericano de Desarrollo Sostenible. Hoy la plenaria de Agua, con la participación de Benedito Braga, Presidente del Foro Mundial del Agua como moderador de la mesa que participan: Pedro Antúnez Becerra, Director de la División de Infraestructura y Gestión del Agua de la Junta de Andalucía; Victor Pochat, Coordinador del Programa Hidrológico Internacional de la UNESCO para Latinoamérica; Ignacio Martin, presidente de Iberoaqua; Vicente Andreu, Director – Presidente de la Agencia Nacional de Aguas de Brasil y Shelley Carneiro de Souza, Gerente Ejecutivo de Medio Ambiente de la Confederación de Nacional de la Industria (CNI).

Benedito Braga nos habla que el próximo Foro Mundial del Agua tiene que ser el foro de las soluciones y para eso han preparado y tienen disponibles un banco de ideas y soluciones disponible a todos que tengan el interés de aportar dentro del foro, todo este material será utilizado para preparar una declaración inicial del foro y que sea respetuosa con las diferentes condiciones de los mas de 100 países participantes del próximo Foro Mundial del Agua.

Para Victor Pochat uno de los mayores problemas de Argentina en relación a la gestión de los recursos hídricos es el desacuerdo de las legislaturas de las provincias, que son dentro del marco legal los propietarios de los recursos hídricos. Según Victor es un desafío pero también un beneficio la cuestión de las legislaturas, y aprovechando esta situación Argentina prepara y lanza la Ley Nacional de recursos hídricos.

El presidente de Iberoaqua, Ignacio Martin presenta la Asociación para los participantes del encuentro y habla de la importancia de las relaciones continuas entre gobierno, ONGs, empresas y otras instituciones. Para Ignacio Martin mantener esta relación continua esta es la gran misión para Iberoaqua.

Vicente Andreu habla de temas propuestos por la ANA dentro de las cuestiones de agua para la agenda de Rio+20. “Queremos un foro exclusivo para la discusión de la gobernanza mundial del agua dentro de las Naciones Unidas”, Vicente Andreu hablando de las expectativas de la Agencia Nacional de Aguas.

El EIMA 8 se esta celebrando en el Auditorio de la fundación Getulio Vargas en São Paulo y esta tarde contamos dentro de la programación los workshops de Economía de Bajo Carbono, Saneamiento Básico, El Nuevo Paradigma de la movilidad y Eficiencia y Ahorro Energético.

Brasil e Espanha em busca da eficiência energética



A transição para a nova economia depende de uma ampla e profunda mudança nos padrões de produção e consumo. Mundialmente. Precisa, além de outros fatores, de um efetivo crescimento das fontes limpas na matriz energética. A sessão plenária realizada hoje (18/10), durante o Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8) tratou dos principais desafios da matriz energética, usando especialmente os casos brasileiro e espanhol.

Brasil e Espanha, participam lado a lado do EIMA 8, mas não estão tão par e passo no tocante a energia. Diferenças regionais, naturais, de governança fazem com que os dois países tenham características distintas na maneira como produzem e consomem energia.
Altino Ventura, secretário de Planificação Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), fez uma comparação entre a oferta de energia do Brasil e do mundo. “Vemos um cenário interessante no Brasil quando comparado ao restante do mundo. Aqui, 45% da energia vem de fontes renováveis, enquanto no mundo apenas 13% da energia é renovável. Com relação à energia de fontes fósseis, o mundo tem 81%, entre petróleo, carvão e gás natural, e o Brasil 53%”.

Outra fonte de geração de energia brasileira importante, demonstrada por Altino Ventura, é a biomassa, que vem crescendo principalmente com os derivados da cana-de-açúcar (etanol, bagaço e palha da cana). Esta fonte renovável e limpa tem muito espaço no país e vem atendendo as demandas do mercado brasileiro e internacional. “O Brasil tem potencial para expandir sua produção de energia sem que haja competição com a produção de alimentos. É possível caminhar com sustentabilidade”, afirma.

Nos próximos dez anos, segundo Ventura, haverá um incremento da biomassa no mercado brasileiro, principalmente com o uso da palha da cana, que não poderá mais ser queimada, passando a ser utilizada para gerar energia.

A energia eólica tem representado um papel relevante no país. “Se olharmos para 2030 o cenário será ainda melhor. Não há subsídios para a entrada das energias renováveis no Brasil. Elas estão no mercado, competindo e crescendo.”
Para Ventura, “as condições favoráveis fazem com que o Brasil seja autossuficiente em geração de energia. O potencial das fontes renováveis na matriz energética é muito grande”.

Por outro lado, Isabel del Olmo, chefe do Departamento de Coordenação-Geral do Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía (Idae), comentou que a Espanha não tem tanta sorte como o Brasil, autossuficiente em geração de energia. E o papel do Idae tem sido importante, já que a estratégia do Instituto é intensificar programas de economia, eficiência energética, produção e uso de energias renováveis.

Olmo, que também representa o Ministério de Indústria, Turismo e Comércio da Espanha, explica que o país, como membro da União Europeia, tem acordos assumidos no tocante à geração de energia. “Assumimos uma série de compromissos, por exemplo, redução de 20% das emissões, incremento de 20% de energias renováveis na matriz e 20% de melhora com eficiência energética”. A representante do Idae afirma que 50% dos acordos previstos para 2020 concentram-se no setor de transporte e vão além, dizendo que a Espanha pretende manter o ritmo de crescimento das energias renováveis mesmo em períodos de crise.

O mesmo caminho deveria ser adotado por outros países. Em momentos de crise, os principais projetos cortados são os que têm como foco a sustentabilidade. Embora haja uma expectativa de crescimento e força dos chamados projetos verdes, ainda existem entraves claros à continuidade deles.

José Antonio Muniz Lopez, diretor de Transmissão da Eletrobras, comentou que não é necessário atingir um potencial insustentável de consumo de energia. “Não queremos ter o consumo do Canadá, mas queremos que todos tenham pelo menos acesso a energia”, afirmou.

Energia das águas

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, explica que a escolha da energia hidrelétrica na matriz brasileira é lógica: “a fonte hidráulica é renovável, sem contar que não usamos nem um terço da capacidade brasileira”.

A usina de Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, fornece 16,4% da energia consumida no Brasil e abastece 71,3% do consumo paraguaio. Itaipu produziu, em 2010, um total de 85.970.018 megawatts-hora (85,97 milhões de MWh), o suficiente para suprir todo o consumo do Paraná durante três anos e sete meses. Ou então, os três Estados da região Sul por um ano e dois meses. O mesmo volume ainda abasteceria a demanda de Portugal por energia elétrica durante um ano e oito meses.

Conforme demonstrado por Jorge Samek, o Brasil teria que queimar 536 mil barris de petróleo por dia para obter em plantas termelétricas a mesma produção de energia de Itaipu.


Por Naná Prado, da Envolverde

“Reducción en el uso de combustibles fósiles en Brasil, todavía, es pequeña, pero ya despunta una tendencia.”






De acuerdo con el secretario de planificación energética del Ministerio de Minas y Energía del Brasil, Altino Ventura, el país reúne las principales condiciones para que haya una sustitución gradual en el uso de los combustibles fósiles por fuentes energéticas más limpias y renovables.
Segundo datos del propio Ministerio, referentes al año de 2010, en que  el promedio mundial de dependencia de matrices energéticas como petróleo y gas natural alcanza los 81%, en Brasil esta proporción cae para apenas 53%.
Actualmente, 45% de las fuentes energéticas del país proviene de matrices renovables, como la hidroelectricidad y los derivados de la caña-de-azúcar.
Ventura destacó que a pesar de los recientes hallazgos de petróleo en la camada del “pré-sal”, lo que aumentará significativamente la producción brasileña, el país continuará invirtiendo de forma creciente en fuentes renovables. “La expectativa es de que en diez años haya un crecimiento de hasta diez veces en la utilización de la energía eólica, por ejemplo”, resalta Ventura.

“Se hay una fuente energética renovable, esta es la hidráulica.”



Jorge Samek, director general de Itaipu Binacional, la mayor productora mundial del genero, acredita que Brasil esta en el camino cierto al investir en la hidroelectricidad como principal matriz energética renovable. “La misma agua utilizada en Itaipu es usada al menos otras quince veces para producir electricidad”, acrecienta.
En 2008, la usina binacional a logrado el record en la producción de energía, con la generación de aproximadamente 94 millones de megawatts-hora (MWh). Segun Samek, para producir la misma cantidad de electricidad, serian necesarios mas de 500 mil barriles de petróleo por día.
El director aun destaca que a pesar de la gran disponibilidad de recursos hídricos, el país aprovecha apenas un tercio de su potencial hidroeléctrico. De acuerdo con los datos del Ministerio de Medio Ambiente de Brasil, el país detiene 11% de toda la reserva de agua dulce del planeta. Posee también la mayor cuenca fluvial del mundo, la amazónica, además de doce cuencas hidrográficas, con predominancia de ríos perenes y de llanuras, el que resalta el potencial del país.

EIMA 8: Economia verde, a sustentabilidade nos negócios

















Encontro em São Paulo reúne líderes e especialistas ibero-americanos para debater as mudanças necessárias no modelo econômico para a construção de um futuro sustentável, é o EIMA 8.

Espaço privilegiado para o debate de grandes temas da atualidade, desta vez o auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, serve de palco para se esmiuçar o principal dilema da humanidade neste início de século, as transformações necessárias no modelo econômico de forma a garantir trabalho, habitação, educação, saúde e outros direitos fundamentais aos sete bilhões de habitantes da Terra. O Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8), organizado pela fundação espanhola Conama, se converteu em um espaço de troca de ideias, experiências e construção de sinergias para o desenvolvimento de projetos e negócios entre parceiros públicos, privados e organizações da sociedade civil. De acordo com Gonzalo Echagüe, presidente da Fundación Conama, o cenário global é de uma economia sem limites atuando em um mundo com recursos finitos. “Isso não pode seguir assim, é preciso dar respostas às demandas do cotidiano dentro dos limites impostos pela natureza”, explica Echagüe.

Os debates, que vão de 17 a 20 de outubro, estão possibilitando a troca de experiências entre diversos países, principalmente em relação a modelos de gestão e de produção que já demonstram potencial de aplicação mais ampla. Isto é importante porque, segundo o economista Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia da FGV, as mudanças de modelo e a redução de impactos ambientais dependem muito fortemente de uma participação internacional. O economista acredita que o Brasil pode desempenhar um papel importante nessa transição, principalmente por conta de sua multiplicidade de recursos disponíveis, que vão desde o potencial hidrelétrico às reservas do pré-sal, mas também pela capacidade de ganhos com as mudanças nos processos de produção. “Temos hoje 300 milhões de hectares de pastagens, cerca de metade disso pode ser convertido para a agricultura”, estima, “com ganhos substanciais para a sociedade brasileira e para o país”, destaca.

Já no primeiro dia de debates, a construção de conhecimentos em sustentabilidade avançou muito. Para Denise Hamu, nova representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, é importante perceber que o mundo mudou, e que a economia que se desenvolveu no Século 20 não serve para o futuro. Ela explica que o Pnuma realizou um estudo sobre a economia verde, que servirá como base dos debates da Rio+20 (Conferência da ONU sobre desenvolvimento, em 2012, no Rio de Janeiro), e aponta dez setores estratégicos para que as mudanças econômicas ganhem escala: agricultura, energia, construção civil, pesca, florestas, manufaturas, turismo, transportes, resíduos e saneamento. Hamu explica que as mudanças podem ser feitas com um investimento de apenas 2% do PIB global por ano, “muito menos do que se gasta com a crise financeira global”. Ela reafirma que há necessidade de investimentos objetivos em inovação, pesquisa, ciência e tecnologia, além de uma mudança da cultura empresarial e das pessoas.

De maneira geral, há alguns consensos em relação aos objetivos de uma economia verde. As disparidades aparecem na hora de estabelecer os modelos e as prioridades. No setor público, por exemplo, a economia verde ainda é vista como uma política ambiental e não como uma demanda de planejamento econômico, social e ambiental. Isto fica claro quando, para debater a construção de uma economia sustentável, tanto o governador Geraldo Alckmin como o prefeito Gilberto Kassab designam como representantes seus respectivos secretários de meio ambiente, Bruno Covas e Eduardo Jorge. Em sua participação nos debates, os dois apresentaram as principais políticas ambientais das duas administrações. No entanto, ainda há uma lacuna perceptível para que o tema sustentabilidade assuma um papel transversal na construção de políticas públicas. E isso é importante porque, segundo Caio Magri, gerente de políticas públicas do Instituto Ethos, a mudança de modelo econômico precisa ser sinalizada por meio de políticas públicas que apontem para o enfrentamento da pobreza, a redução das desigualdades, e contenham claramente uma dimensão ética.

Para Magri, a governança pública é fator estratégico. No entanto, ele aponta que é preciso a articulação de novos polos de governança, na medida em que alguns setores estão assumindo proporções não imaginadas em relação à sociedade e a Estados. Ele aponta que recente pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que as 50 maiores corporações privadas do mundo têm faturamento maior do que 150 países, e que, entre elas, as três maiores movimentam mais dinheiro do que o PIB do Brasil. “A própria Petrobras tem um faturamento anual maior do que o PIB da Argentina”, ressalta Magri. Diante desse quadro, e das instabilidades dos mercados financeiros globais, Magri acredita que a evolução do processo econômico passe por um choque de transparência, com o enfrentamento da evasão de riquezas dos países e mais transparência nos fluxos internacionais de capitais. “Esta é uma questão estrutural”, afirma.

Também no setor privado a capacidade de mudar vem sendo questionada. Mas algumas experiências mostram que as transformações têm um movimento difícil de ser impedido. O jornalista e consultor Ricardo Voltolini, autor de um livro sobre liderança sustentável, explica que há três fontes de pressão para a mudança nas empresas: a primeira é a escassez de recursos, o que redesenha o mercado; a segunda é a regulatória, onde as leis obrigam a mudar; e a terceira é a pressão do consumidor e da sociedade. Ele lembra uma frase de Peter Senge, conferencista sênior do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que fala que a economia está no “fim da bolha industrial”, onde extrair, produzir e descartar foi a base desde a revolução industrial. Mas alerta: “ainda estamos mais próximos da economia clássica do que de um modelo mais sustentável de produção e consumo”. Ele acredita que a inovação no setor empresarial pode ser um forte aliado das transformações necessárias. No entanto, para que isso tenha uma escala com capacidade de impacto, “é preciso investir na formação de lideranças com capacidades diferentes das tradicionais”, e aponta que um dos gargalos importantes são as escolas de administração e de negócios, “que ainda preparam líderes que são avaliados pelas métricas convencionais de sucesso”, aponta. Para ele, é necessário apontar novos valores na liderança empresarial, caso contrário “estaremos sempre com um discurso desvinculado das práticas”, diz.

As transformações propostas pela economia verde são de múltiplos enfoques. No entanto, com a crise que assola os mercados e, especialmente, os países europeus, há quem defenda que ela é, também, uma saída para a crise existencial do capitalismo. Para Luis Jiménez Herrero, diretor executivo do Observatório de Sustentabilidade da Espanha, é preciso estabelecer um modelo de desenvolvimento que não ignore que os recursos naturais são finitos e que as externalidades, como poluição, desmatamento ou emissão de gases estufa, não sejam tratadas como irrelevantes na contabilidade empresarial. “O capitalismo tem sofrido inúmeras transformações ao longo das décadas, agora está novamente frente a limites para sua atuação”, afirma. Herrero acredita que o desenvolvimento de um modelo econômico com uma métrica diferente, assim como está no documento do Pnuma sobre economia verde, é um caminho para a reinvenção do capitalismo em crise.

Uma crise que, segundo Nelton Friederich, diretor de Meio Ambiente da Itaipu Binacional, se manifesta em alguns dados simples, como o fato de as 270 pessoas mais ricas em 7 bilhões de pessoas têm mais dinheiro do que a soma das posses dos 2,1 bilhões de habitantes mais pobres. Para ele é preciso desenvolver uma economia de menor impacto ambiental e de maior valor social e, para isso, é preciso formar profissionais que saiam das universidades imbuídos desses novos valores. “Quantas são as universidades brasileiras que formam para essa nova economia?”, pergunta. Friederich afirma que é necessário que governos, sociedade e empresas tenham uma visão sistêmica dos processos econômicos e assumam uma responsabilidade compartilhada em relação às transformações necessárias.

De certa forma, essa é, também, a visão de Ana Leiva, diretora da Fundación Biodiversidad, ligada ao Ministério de Meio Ambiente da Espanha, para quem a integração dos custos do capital natural à formação de preços dos produtos é uma questão vital. Ela defende que se pode contabilizar importantes avanços desde a conferência de cúpula Rio 92, que no ano que vem completa 20 anos e será objeto de uma nova avaliação. Leiva ataca com firmeza dois mitos que atrapalham as mudanças: o primeiro é que a proteção do meio ambiente é um entrave para o desenvolvimento; e o segundo é que apenas os países ricos podem se dar ao luxo de proteger seus ecossistemas. Para ela não há essa contraposição e a preservação ambiental, quando incluída nos processos econômicos, pode representar um novo campo de oportunidades para os negócios e para a melhoria do bem-estar humano. (Envolverde)

Serviço

Participaram da Plenária de Economia Verde: Uma Nova Economia para o Desenvolvimento Sustentável: Ana Leiva, diretora da Fundación Biodiversidad; Nelton Friederich, diretor de Meio Ambiente de Itaipu; Denise Hamu, representante do Pnuma no Brasil; Caio Magri, gerente de Políticas Públicas do Instituto Ethos; Luis Jimenez Herrero, diretor executivo do Observatório de Sustentabilidade da Espanha; Jaime Manteca, diretor internacional da Fundación Copade; Ricardo Voltolini, publisher da revista Ideia Sustentável; e Maria Luiza Pinto, diretora de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander. O moderador da plenária foi Ademar Bueno, coordenador do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.

Texto: Dal Marcondes, da Envolverde.

martes, 18 de octubre de 2011

Começa o segundo dia do EIMA 8

Terça-feira, 18 de outubro de 2011, começamos o segundo dia do Encontro Iberoamericano sobre Desenvolvimento Sustentável - EIMA 8, em São Paulo, Brasil. Hoje começamos o encontro com a Plenária de Energia: O desafio energético, com a mesa composta pelos membros: Altino Ventura, secretario de planificação energética do Ministério de Minas e Energia do Brasil; Jorge Samek, diretor geral brasileiro de Itaipu Binacional; José Antonio Muniz Lopez, diretor de transmissão da Eletrobras; Isabel del Olmo, chefa do departamento  de coordenação gerneral do Instituto para la Diversificación y Ahorro Energético del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio da Espanha; Carlos Gascó, assesor da Agencia Internacional de la Energía. A mesa esta sendo moderada pelo Diretor de Engenharia e Obras da CPFL Renováveis.

Esperamos a todos no Auditorio da Fundação Getulio Vargas em São Paulo.