miércoles, 19 de octubre de 2011

“Se hay una fuente energética renovable, esta es la hidráulica.”



Jorge Samek, director general de Itaipu Binacional, la mayor productora mundial del genero, acredita que Brasil esta en el camino cierto al investir en la hidroelectricidad como principal matriz energética renovable. “La misma agua utilizada en Itaipu es usada al menos otras quince veces para producir electricidad”, acrecienta.
En 2008, la usina binacional a logrado el record en la producción de energía, con la generación de aproximadamente 94 millones de megawatts-hora (MWh). Segun Samek, para producir la misma cantidad de electricidad, serian necesarios mas de 500 mil barriles de petróleo por día.
El director aun destaca que a pesar de la gran disponibilidad de recursos hídricos, el país aprovecha apenas un tercio de su potencial hidroeléctrico. De acuerdo con los datos del Ministerio de Medio Ambiente de Brasil, el país detiene 11% de toda la reserva de agua dulce del planeta. Posee también la mayor cuenca fluvial del mundo, la amazónica, además de doce cuencas hidrográficas, con predominancia de ríos perenes y de llanuras, el que resalta el potencial del país.

EIMA 8: Economia verde, a sustentabilidade nos negócios

















Encontro em São Paulo reúne líderes e especialistas ibero-americanos para debater as mudanças necessárias no modelo econômico para a construção de um futuro sustentável, é o EIMA 8.

Espaço privilegiado para o debate de grandes temas da atualidade, desta vez o auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, serve de palco para se esmiuçar o principal dilema da humanidade neste início de século, as transformações necessárias no modelo econômico de forma a garantir trabalho, habitação, educação, saúde e outros direitos fundamentais aos sete bilhões de habitantes da Terra. O Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8), organizado pela fundação espanhola Conama, se converteu em um espaço de troca de ideias, experiências e construção de sinergias para o desenvolvimento de projetos e negócios entre parceiros públicos, privados e organizações da sociedade civil. De acordo com Gonzalo Echagüe, presidente da Fundación Conama, o cenário global é de uma economia sem limites atuando em um mundo com recursos finitos. “Isso não pode seguir assim, é preciso dar respostas às demandas do cotidiano dentro dos limites impostos pela natureza”, explica Echagüe.

Os debates, que vão de 17 a 20 de outubro, estão possibilitando a troca de experiências entre diversos países, principalmente em relação a modelos de gestão e de produção que já demonstram potencial de aplicação mais ampla. Isto é importante porque, segundo o economista Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia da FGV, as mudanças de modelo e a redução de impactos ambientais dependem muito fortemente de uma participação internacional. O economista acredita que o Brasil pode desempenhar um papel importante nessa transição, principalmente por conta de sua multiplicidade de recursos disponíveis, que vão desde o potencial hidrelétrico às reservas do pré-sal, mas também pela capacidade de ganhos com as mudanças nos processos de produção. “Temos hoje 300 milhões de hectares de pastagens, cerca de metade disso pode ser convertido para a agricultura”, estima, “com ganhos substanciais para a sociedade brasileira e para o país”, destaca.

Já no primeiro dia de debates, a construção de conhecimentos em sustentabilidade avançou muito. Para Denise Hamu, nova representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, é importante perceber que o mundo mudou, e que a economia que se desenvolveu no Século 20 não serve para o futuro. Ela explica que o Pnuma realizou um estudo sobre a economia verde, que servirá como base dos debates da Rio+20 (Conferência da ONU sobre desenvolvimento, em 2012, no Rio de Janeiro), e aponta dez setores estratégicos para que as mudanças econômicas ganhem escala: agricultura, energia, construção civil, pesca, florestas, manufaturas, turismo, transportes, resíduos e saneamento. Hamu explica que as mudanças podem ser feitas com um investimento de apenas 2% do PIB global por ano, “muito menos do que se gasta com a crise financeira global”. Ela reafirma que há necessidade de investimentos objetivos em inovação, pesquisa, ciência e tecnologia, além de uma mudança da cultura empresarial e das pessoas.

De maneira geral, há alguns consensos em relação aos objetivos de uma economia verde. As disparidades aparecem na hora de estabelecer os modelos e as prioridades. No setor público, por exemplo, a economia verde ainda é vista como uma política ambiental e não como uma demanda de planejamento econômico, social e ambiental. Isto fica claro quando, para debater a construção de uma economia sustentável, tanto o governador Geraldo Alckmin como o prefeito Gilberto Kassab designam como representantes seus respectivos secretários de meio ambiente, Bruno Covas e Eduardo Jorge. Em sua participação nos debates, os dois apresentaram as principais políticas ambientais das duas administrações. No entanto, ainda há uma lacuna perceptível para que o tema sustentabilidade assuma um papel transversal na construção de políticas públicas. E isso é importante porque, segundo Caio Magri, gerente de políticas públicas do Instituto Ethos, a mudança de modelo econômico precisa ser sinalizada por meio de políticas públicas que apontem para o enfrentamento da pobreza, a redução das desigualdades, e contenham claramente uma dimensão ética.

Para Magri, a governança pública é fator estratégico. No entanto, ele aponta que é preciso a articulação de novos polos de governança, na medida em que alguns setores estão assumindo proporções não imaginadas em relação à sociedade e a Estados. Ele aponta que recente pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que as 50 maiores corporações privadas do mundo têm faturamento maior do que 150 países, e que, entre elas, as três maiores movimentam mais dinheiro do que o PIB do Brasil. “A própria Petrobras tem um faturamento anual maior do que o PIB da Argentina”, ressalta Magri. Diante desse quadro, e das instabilidades dos mercados financeiros globais, Magri acredita que a evolução do processo econômico passe por um choque de transparência, com o enfrentamento da evasão de riquezas dos países e mais transparência nos fluxos internacionais de capitais. “Esta é uma questão estrutural”, afirma.

Também no setor privado a capacidade de mudar vem sendo questionada. Mas algumas experiências mostram que as transformações têm um movimento difícil de ser impedido. O jornalista e consultor Ricardo Voltolini, autor de um livro sobre liderança sustentável, explica que há três fontes de pressão para a mudança nas empresas: a primeira é a escassez de recursos, o que redesenha o mercado; a segunda é a regulatória, onde as leis obrigam a mudar; e a terceira é a pressão do consumidor e da sociedade. Ele lembra uma frase de Peter Senge, conferencista sênior do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que fala que a economia está no “fim da bolha industrial”, onde extrair, produzir e descartar foi a base desde a revolução industrial. Mas alerta: “ainda estamos mais próximos da economia clássica do que de um modelo mais sustentável de produção e consumo”. Ele acredita que a inovação no setor empresarial pode ser um forte aliado das transformações necessárias. No entanto, para que isso tenha uma escala com capacidade de impacto, “é preciso investir na formação de lideranças com capacidades diferentes das tradicionais”, e aponta que um dos gargalos importantes são as escolas de administração e de negócios, “que ainda preparam líderes que são avaliados pelas métricas convencionais de sucesso”, aponta. Para ele, é necessário apontar novos valores na liderança empresarial, caso contrário “estaremos sempre com um discurso desvinculado das práticas”, diz.

As transformações propostas pela economia verde são de múltiplos enfoques. No entanto, com a crise que assola os mercados e, especialmente, os países europeus, há quem defenda que ela é, também, uma saída para a crise existencial do capitalismo. Para Luis Jiménez Herrero, diretor executivo do Observatório de Sustentabilidade da Espanha, é preciso estabelecer um modelo de desenvolvimento que não ignore que os recursos naturais são finitos e que as externalidades, como poluição, desmatamento ou emissão de gases estufa, não sejam tratadas como irrelevantes na contabilidade empresarial. “O capitalismo tem sofrido inúmeras transformações ao longo das décadas, agora está novamente frente a limites para sua atuação”, afirma. Herrero acredita que o desenvolvimento de um modelo econômico com uma métrica diferente, assim como está no documento do Pnuma sobre economia verde, é um caminho para a reinvenção do capitalismo em crise.

Uma crise que, segundo Nelton Friederich, diretor de Meio Ambiente da Itaipu Binacional, se manifesta em alguns dados simples, como o fato de as 270 pessoas mais ricas em 7 bilhões de pessoas têm mais dinheiro do que a soma das posses dos 2,1 bilhões de habitantes mais pobres. Para ele é preciso desenvolver uma economia de menor impacto ambiental e de maior valor social e, para isso, é preciso formar profissionais que saiam das universidades imbuídos desses novos valores. “Quantas são as universidades brasileiras que formam para essa nova economia?”, pergunta. Friederich afirma que é necessário que governos, sociedade e empresas tenham uma visão sistêmica dos processos econômicos e assumam uma responsabilidade compartilhada em relação às transformações necessárias.

De certa forma, essa é, também, a visão de Ana Leiva, diretora da Fundación Biodiversidad, ligada ao Ministério de Meio Ambiente da Espanha, para quem a integração dos custos do capital natural à formação de preços dos produtos é uma questão vital. Ela defende que se pode contabilizar importantes avanços desde a conferência de cúpula Rio 92, que no ano que vem completa 20 anos e será objeto de uma nova avaliação. Leiva ataca com firmeza dois mitos que atrapalham as mudanças: o primeiro é que a proteção do meio ambiente é um entrave para o desenvolvimento; e o segundo é que apenas os países ricos podem se dar ao luxo de proteger seus ecossistemas. Para ela não há essa contraposição e a preservação ambiental, quando incluída nos processos econômicos, pode representar um novo campo de oportunidades para os negócios e para a melhoria do bem-estar humano. (Envolverde)

Serviço

Participaram da Plenária de Economia Verde: Uma Nova Economia para o Desenvolvimento Sustentável: Ana Leiva, diretora da Fundación Biodiversidad; Nelton Friederich, diretor de Meio Ambiente de Itaipu; Denise Hamu, representante do Pnuma no Brasil; Caio Magri, gerente de Políticas Públicas do Instituto Ethos; Luis Jimenez Herrero, diretor executivo do Observatório de Sustentabilidade da Espanha; Jaime Manteca, diretor internacional da Fundación Copade; Ricardo Voltolini, publisher da revista Ideia Sustentável; e Maria Luiza Pinto, diretora de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander. O moderador da plenária foi Ademar Bueno, coordenador do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.

Texto: Dal Marcondes, da Envolverde.

martes, 18 de octubre de 2011

Começa o segundo dia do EIMA 8

Terça-feira, 18 de outubro de 2011, começamos o segundo dia do Encontro Iberoamericano sobre Desenvolvimento Sustentável - EIMA 8, em São Paulo, Brasil. Hoje começamos o encontro com a Plenária de Energia: O desafio energético, com a mesa composta pelos membros: Altino Ventura, secretario de planificação energética do Ministério de Minas e Energia do Brasil; Jorge Samek, diretor geral brasileiro de Itaipu Binacional; José Antonio Muniz Lopez, diretor de transmissão da Eletrobras; Isabel del Olmo, chefa do departamento  de coordenação gerneral do Instituto para la Diversificación y Ahorro Energético del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio da Espanha; Carlos Gascó, assesor da Agencia Internacional de la Energía. A mesa esta sendo moderada pelo Diretor de Engenharia e Obras da CPFL Renováveis.

Esperamos a todos no Auditorio da Fundação Getulio Vargas em São Paulo.

EIMA 8: Abertura do evento contou com especilaistas brasileiros e espanhóis


Profissionais participaram hoje da palestra de abertura do Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado pela primeira vez em São Paulo

De hoje (17/10) até quinta-feira (20/10), diversos atores sociais – representantes de empresas, de governos, estudantes, professores – participam do Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8), em São Paulo. 

Grandes temas da sustentabilidade como gestão de recursos hídricos, planejamento de cidades sustentáveis, economia verde e inclusiva, e o desafio energético serão tratados por especialistas brasileiros e por uma delegação espanhola que está no Brasil.

Segundo Gonzalo Echagüe, presidente da Fundación Conama, organizadora do evento, “somos protagonistas de uma mudança histórica. Precisamos dar respostas às demandas cotidianas, superar a pobreza, dar conta dos Objetivos do Milênio”. Os desafios são muitos e, para Echagüe, a governança é fundamental: “cooperação em âmbito internacional é algo urgente”.

Para Yoshaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, desenhar estratégia de longo prazo pode ser uma saída. “Vamos valorizar os recursos que dispomos e tratar com cuidado, pois as questões são delicadas e envolvem planejamento de décadas”.

Javier Maroto é prefeito de Vitoria-Gasteiz, cidade nomeada como Capital Verde Europeia 2012, e apresentou, na abertura do EIMA 8, algumas das iniciativas sustentáveis desenvolvidas na cidade. Essa nomeação Capital Verde ocorreu na primeira Conferência da Capital Verde Europeia em Estocolmo, cidade vencedora em 2010. Para conseguir este posto, a cidade de Vitoria-Gasteiz iniciou um conjunto de ações concretas em prol da sustentabilidade, tais como reduzir o consumo de água doméstico per capita/dia, aumentar as áreas verdes na cidade, melhorar o abastecimento e a qualidade da água, eliminar as sacolas plásticas e substituí-las por material reutilizável e reciclável ou biodegradável, reduzir o consumo de energia, melhorar o sistema de transporte da cidade, reduzir as emissões de CO2 e de gases de efeito estufa.

O EIMA 8 pretende ser um fórum regional para gerar discussões entre profissionais e todos os envolvidos com o desenvolvimento sustentável, promover o intercâmbio de informações, experiências e conhecimentos, visando ao avanço de um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Wilson Toneto, presidente do Conselho da Fundação Mapfre, comentou que espera que os participantes do EIMA 8 voltem para suas comunidades com contribuições efetivas.

Mais informações sobre o evento: http://www.eima8.org.

lunes, 17 de octubre de 2011

Empieza el EIMA 8 en São Paulo.

São Paulo, 16:07 Horario local

Empieza el EIMA 8 en el Auditorio de la Fundación Getulio Vargas, desde hoy hasta el jueves 20 estaremos hablando y reflexionando sobre Desarrollo Sostenible, con los ejes temáticos de Economía Verde, Agua, Energía y Ciudades.

Ahora mismo da lugar la ceremonia de inauguración del encuentro, y luego tendremos lugar a la Plenaria de Economía Verde.

Cooperación para un futuro Sostenible.

domingo, 16 de octubre de 2011

As cidades precisam saber o que querem ser

O especialista em mobilidade, Antonio Lucio Gil, participará do Encontro Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (EIMA 8), na próxima semana em São Paulo. Em entrevista realizada pela equipe da EIMA 8, Antonio Lucio diz que as cidades precisam saber o que querem ser, e, em boa medida, saber o que são. Licenciado em Direito, o consultor foi diretor-geral de Promoções e Disciplina Ambiental da Comunidade de Madrid. Liderou a área de Meio Ambiente da Candidatura Olímpica de Madrid 2012, do final de 2003 até julho de 2005. É diretor da revista Ecosostenible e membro da Comissão de Meio Ambiente do Comitê Olímpico Espanhol. Antonio Lucio coordena, juntamente com a Rede Nossa São Paulo, o eixo de Cidades do EIMA 8.

Confira a entrevista.

Quais devem ser as prioridades para acelerar o progresso por um desenvolvimento sustentável nos próximos dez anos?

Antonio Lucio: As tecnologias existem, os objetivos, os discursos oficiais e as boas intenções em geral também. Existe oferta de fornecedores e a demanda por bens e serviços. O que falta é combinar todos esses fatores entre todos os envolvidos. Isto significa convicção, compromisso, concordância. Definitivamente, significa governança. Esta governança requer uma maneira especial para exercer a liderança e para implementar os poderes públicos (regras, gerentes, contratação, promoção, etc.). Poderíamos dizer que devem ser novas formas de governança, mas, paradoxalmente, o que pode ser novo em relação à experiência recente também pode ser visto como um retorno à ortodoxia do bom governo. O que eu defendo é transcender os entornos minoritários, elitistas, especializados.

Que setores econômicos considera que são mais importantes para construir uma economia verde que colabore com o desenvolvimento sustentável?

Antonio Lucio: Do ponto de vista subjetivo, o setor público – como o grande criador de demanda e comprador de bens e serviços – tem uma prioridade fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável. Eu destacaria dois setores, de naturalidade intrinsecamente urbana: o setor da construção em termos de reabilitação eficiente de edifícios e bairros me parece o mais importante, junto com o da mobilidade urbana. Em relação ao primeiro, cabe destacar um novo paradoxo. Sendo o setor da construção o causador de muitos desequilíbrios, tem agora a possibilidade de ser líder no sentido contrário. Este paradoxo, como diz o ditado popular, aparentemente simples, “é com uma mancha que se remove outra”. Seria, portanto, um fenômeno curioso da redenção.

Qual é o maior desafio que as cidades enfrentam hoje em dia?

Antonio Lucio: Saber o que querem ser, e, em boa medida, saber o que são. Pode parecer existencialista esta perspectiva, mas é disto que se trata. Nós pensamos que o desafio reside tanto em sacralizar os indicadores quantitativos (sejam umbrais de contaminação local ou de distribuição modal no transporte, por exemplo), como em gerar qualitativamente uma visão e uma ambição – compartilhadas e em consenso – sobre que qualidade de vida queremos desfrutar no nosso habitat, urbano, é claro. As cidades têm o privilégio de transbordar talento e recursos para fazer quase tudo o que pretendem respeitando a elas mesmas.

Concretamente, em relação à mobilidade, por meio de que políticas e ações se estabeleceriam estratégias de mobilidade para as grandes e médias cidades nas próximas décadas?

Antonio Lucio: Em algum documento do fórum do Conama, anotei a ideia de que não existem “balas de prata” para a mobilidade urbana, que não se pode passar recibo para essas infraestruturas que se apresentam como “a solução”, em nome de uma suposta “eficácia”, que são articuladas e inauguradas no lapso de um mandato. Frente a esta apelação e instrumentalização interessada da “eficácia”, se oferece a opção do “processo”, no qual concorrem as inteligências e os interesses plurais, inclusive divergentes, para ir avançando nas soluções menos imperfeitas possíveis e o mais coerentes possíveis.
Definitivamente, para a mobilidade urbana, como para outras políticas, desconfio dos pretenciosos exercícios de “racionalidade substantiva”, ou seja, alguém decide de uma vez o que é bom para todos. Confio mais nos exercícios de uma procura coletiva e progressiva destas soluções que antes mencionei. O marco inteligente e adequado para cada caso, que faz possível esta procura é, no meu entendimento, a principal estratégia (sendo instrumental) para a mobilidade urbana. Esta “racionalidade de natureza de procedimentos” é a que, particularmente, se faz mais necessária. Não obstante, tenho dúvidas se algo assim seja bem recebido em geral por quem tem o poder. A cultura de governo no nosso país é a de prevalecer a posição de vantagem institucional, e não fazer concessões de diálogo aos grupos críticos. Estranho as vezes em que se atua de outra maneira por convicção.

Qual é a importância de iniciativas como o encontro EIMA e qual o papel que deve exercer um evento como este num mundo globalizado, mas com tantas barreiras?

Antonio Lucio:  O EIMA é importante, na minha perspectiva, na medida em que atua como estímulo exógeno que cria e fortalece capacidades endógenas para a mudança. As mudanças não se produzirão de forma milagrosa, nem munidas de “chaves nas mãos” por especialistas estrangeiros. As mudanças virão de processos vividos conscientemente pelas próprias cidades, a partir das suas próprias capacidades, da sua quantidade de conhecimento. Às vezes, estas são ativadas com estímulos externos, em contato com redes que operam a modo alcaloide. Definitivamente, se trata de gerar tendências de rendimentos crescentes a partir do caudal de conhecimentos difusos já existentes. Os clusters são espaços imprescindíveis para estas dinâmicas e estes clusters precisam ser ativados em intercâmbios de caudais de conhecimento.


 (Agência Envolverde)

Economía verde, Energía, Agua y Ciudades

Para la puesta en marcha de esta nueva edición del EIMA, hemos trabajado de forma conjunta distintas organizaciones tanto de España y Brasil, como de ámbito internacional para poner llegar a desarrollar un programa que integre los temas prioritarios para todos y que este a su vez este dirigido en una línea acorde a los temas a tratar en la Cumbre de la Tierra de Rio +20. Para la organización del EIMA 8 se ha constituido una alianza entre la Fundación Conama y la Fundación Getulio Vargas como motor ejecutivo del proyecto, para lo cual se ha creado un comité ejecutivo en el cual también participan como coorganizadores del evento la Fundación Ecodes (España), el Movimiento Nossa Sao Paulo (Brasil), el Instituto Ethos (Brasi) la FUNDACIÓN MAPFRE (España).
De todos los sectores, los expertos coinciden en que “la estrella de la generación de empleos ‘verdes’ sin duda van a ser las energías renovables”’. Las previsiones de Naciones Unidas, ya apuntan a que en 2030 las energías limpias generarán más de 20 millones de puestos de trabajo, de los cuales 12 pertenecerán al campo de los biocombustibles, 6 a la solar y 2 a la eólica.

La mitad de la humanidad vive actualmente en las ciudades. En 2030, serán 60% los que vivirán en regiones urbanas y, en 2050, ese total llegará al 70%.En América Latina, la población urbana llegará la 75% y, en Brasil, el número será todavía mayor será el 85%.¿Cuales son los desafíos que se presentan en la construcción de ciudades más sostenibles?

El sector industrial es el responsable de cerca del 22% del uso mundial del agua, siendo el porcentaje en los países desarrollados cercano a un 59% mientras que en los no desarrollados no llega al 8%. Los desafíos tecnológicos, la interacción entre saneamiento y agricultura irrigada o la gestión del agua en las ciudades y su uso sostenible son algunas de las cuestiones prioritarias.

El cambio hacia un modelo energético sostenible no es sólo deseable, sino también posible. El reto es centrarse en la satisfacción racional de las necesidades de todas las personas y planificar un abastecimiento energético compatible con el funcionamiento de los sistemas naturales.Este desafío debe combinar esfuerzos imponiendo medidas tanto desde la oferta como desde la demanda energética.